Subconjunto de Prática Teórica

Tema: Capitalismo e Brasil

Frequência das reuniões: quinzenal

Dia/hora: variáveis
Formato das reuniões: reuniões online, abertas ao público

Primeira reunião: dia 11/2
 

Tema das pesquisas individuais:

 

Participante 1: Pretendo apresentar a partir da perspectiva dos autores Caio Prado Júnior e Ruy Mauro Marini as caracterizações sobre a formação sócio econômica brasileira e suas respectivas posições sobre o caráter da revolução brasileira possível e/ou necessária.

 

Participante 2: Abordando a noção de capitalismo dependente como chave analítica comum a distintas visões críticas sobre a formação sócio-econômica brasileira, pretendo sugerir que o pensamento crítico brasileiro exibe uma identidade com a tradição marxista. Ao sugerir que a tradição crítica brasileira manifesta esse vínculo com o marxismo na maneira como imagina as especificidades do capitalismo no Brasil, seriam buscadas as condições categoriais e conceituais para essa interpretação crítica da sociedade brasileira ser possível.
Pressupostas as características do desenvolvimento do capitalismo no país, largamente tematizadas por tendências críticas do pensamento social brasileiro, notoriamente sob a ideia de “centro” e “periferia”, meu esforço é menos no sentido de um discurso crítico sobre o caráter peculiar da modernização brasileira do que uma tentativa de crítica à modernidade no Brasil.

Participante 3: projeto se propõe a fazer um debate ensaístico sobre a herança teórica do neoliberalismo. Diferentemente de parte da literatura crítica, que identifica no pensamento ortodoxo haykeano a principal matriz para entender o neoliberalismo (cf. por ex., Anderson, 2008), aventaremos a hipótese do pensamento econômico marginalista, estabelecido pela tríade Jevons, Walras e Menger, ser um dos princípios que rege não somente os autores neoliberais, como grande parte do establishment econômico contemporâneo. Com isso, acredita-se que se abrirá outras possibilidades de abordagem ao neoliberalismo, para além da crítica ao “Estado mínimo”, apontando outros conceitos chaves como individualismo hedonista, utilidade marginal e equilíbrio geral. O estudo será orientado pelo pensamento crítico e psicanalítico.

 

Participante 4: A "condição periférica": sua lógica econômica, social e política. Mudanças para o conceito de classe social e sua relação com identificação. Relação centro-periferia no capitalismo tardio. Relações entre Estado, Nação, Capital e entre Gênero, Raça e Classe. Conceito de "fratura social" como especificidade da formação social periférica. Teoria da fricção entre mundos sociais incompatíveis. Autores: Chakrabarty, Anna Tsing, Karatani, Federici, Moishe Postone, Ricardo Antunes, Ludmila Abílio, Giovanni Alves, Chico de Oliveira, Paulo Arantes, José de Souza Martins.

Ordem das apresentações:

 

1. Apresentação: Participante 2 (semana do dia 11/2)

2. Apresentação: Participante 4 (semana do dia 25/2)

3. Apresentação: Participante 3 (semana do dia 11/3)

4. Apresentação: Participante 1 (semana do dia 25/3)